Domingo, 6 de Dezembro de 2009

OS AGRADECIMENTOS DO MADEIRA LUIZ

 

Maria Augusta,

 

As tarefas de que tive de me encarregar no passado mês de Novembro – nomeadamente as de colaborar na apresentação, no dia 12 de Novembro, na Universidade de Aveiro, do meu património na área do vidro, aos participantes do  “ICOM GLASS CONFERENCE”, que pela primeira vez se realizou no nosso País e, depois, na preparação para participar, no dia 21, num workshop sobre o trabalho de prospecção que finalmente se desenvolveu na Quinta do Covo em Oliveira de Azeméis, que é o mais antigo centro de produção de vidro que se conhece no nosso País – impediram-me de agradecer, em devido tempo, as mensagens que me foram endereçadas através do teu (nosso) blog, por altura da homenagem que os organizadores do I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL NA TERCEIRA IDADE, realizada em Chaves, resolveram fazer-me ali.

 Julgo que a melhor maneira para exprimir a minha gratidão aos autores dessas mensagens é a dos englobar nos destinatários do texto que nesse Congresso li, e que por isso te envio em anexo.

 Junto ainda o primeiro anúncio, para um outro Congresso que a Associação “Intervenção”, que organizou este, prevê para Novembro de 2010.

 Se se efectuar na data prevista será uma boa altura para relembrarmos o Mário Barradas,  um ano depois da sua morte física, e o papel que desempenhou e propôs para esse “Estado do Teatro em Portugal”

 Até Breve

Madeira Luís

A MINHA INTERVENÇÃO NO CONGRESSO

 

Caros Companheiros e Amigos,

 

          Em primeiro lugar, cumpre-me agradecer esta simpática decisão, bem mais calorosa de qualquer facebook (que todavia me poderia ajudar a pôr mais em ordem a minha agenda de contactos sempre tão precária).

Mas tenho de dizer outra coisa. Parafraseando Ernest Hemingway no seu livro “Por quem os sinos dobram”, direi que também quando eles repicam alegremente, não vale a pena perguntar por quem eles repicam. Eles repicam por cada um de nós, porque, como ele dizia, o Homem não é uma ilha, mas um continente.

E isto é ainda mais verdade para quem passou por esse modo de vida grupal que é a Animação. Em todas as coisas que o meu curriculum me atribui, nunca estive só, e também os que estavam mais próximos não estavam sós, e assim sucessivamente, como o eco dos sinos quer repiquem, quer dobrem.

 Por outro lado e aproveitando a excelente ocasião, gostaria também de fazer um desafio que certamente já não verei concretizado, mas em que quereria dar alguns passos, com aqueles que se sentirem desafiados.

No final dos anos 70, talvez numa reunião preparatória do II Encontro de Associações de Animadores Culturais, quando buscávamos, mais uma vez, uma “definição” para o conceito de animação, acabámos por admitir que ela era qualquer coisa entre a Arte e Politica. E a verdade é que os primeiros animadores, com esse nome, terão sido os animadores de teatro da FNAT; mas, por outro lado, muitos outros, depois do 25 de Abril, se empenharam em áreas como a massificação do desporto, a defesa do Património ou o equilíbrio ambiental, antecipando, corrigindo ou ampliando, com os seus grupos ou associações, as politicas nacionais ou locais, para essas áreas.

Estas contribuições para a democratização da res publica, mesmo que relativamente eficazes em alguns casos, mostram-se mais que insuficientes num mundo em que a maioria dos países constinuam a ser ditaduras, e mesmo no chamado mundo ocidental, o grosso das decisões politicas são tomadas sem uma participação dos cidadãos que ultrapasse o mero voto num qualquer programa avaliado, em boa parte, pela empatia com os lideres, ou pela promessa de resolução de problemas graves cujos contextos mal conhecemos.

O desafio consiste em empenhar a Animação na mudança desta realidade, começando por pequenos passos. Talvez a animação das Administrações dos prédios em regime de propriedade horizontal, ou seguindo o passo dos poucos animadores de bairros, ou ainda forçando a conciência geral da necessiade de Animação nas Escolas, pelo menos nos tempos livres, ou em aulas de substituição, ou mesmo na participação do planeamento local... E tudo isto, sem nunca esquecer que animar não é organizar actividades, mas ajudar, de um modo não directivo, à participação naquelas em que as comunidades, grandes ou pequenas, sentem que lhes dizem respeito.

Os animadores envolvidos terão de ir criando, para lá dos principios deontológicos comuns à profissão, outros mais específicos desta outra àrea, e isso só se consegue com critica e auto-critica, com intercomunicação, com avaliação e com formação recorrente.

Talvez um dia possamos chegar à conclusão que, se as decisões na àrea política são tomadas em grande parte por pessoas que não actuam como especialistas numa àrea específica, só lhes resta uma de duas coisa s: o risco da criação individual ou a prática da animação.

 

 

publicado por MAF às 14:21
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