Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

«RECEPÇÃO PÚBLICA»

 

 

No jornal Expresso de 23 de Janeiro foi publicada a crítica de António Guerreiro ao livro QUATRO ENSAIOS À   BOCA DE CENA para uma política teatral e de programação que pode ler  aqui. Concordando-se com a leitura que o crítico fez , sublinhe-se a seguinte passagem:

 

«Quem está fora do meio ou se limita a frequentar algumas salas - ou companhias - de que se tornou fiel, dificilmente poderá avaliar até que ponto o diagnóstico e a análise do sistema, que aqui se apresenta, são correctos. Mas enquanto gesto crítico, eles surgem com um grande poder de interpelação. Por isso é que José Gil, no prefácio do livro, termina com esta consideração:"Ouso esperar que, depois da sua recepção pública, nada será como dantes no mundo do teatro".

O problema é que um livro sobre teatro (assim como os livros sobre muitas outras coisas) nem sequer chegam a ter uma «recepção pública» digna desse nome».   

 

Isto é, no mínimo, inquietante.

 

Entretanto, o livro continua a ser apresentado pelo País. 

publicado por MAF às 21:03
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1 comentário:
De alexandre Pomar a 3 de Fevereiro de 2010 às 01:49
"A exigência de uma relação entre o teatro e a polis que esteja à altura do papel artístico, cultural, social e político que esta arte sempre desempenhou". Sempre? Onde? Para que públicos? Qual teatro e qual polis? Atenas? Estamos a enganar quem com a construção desse passado ilusório que nunca existiu. O teatro foi sempre (e não só, por vezes) diversão e consumo, foi sendo logro e "alienação", experimentação, mercado, paixão e hábito social. Agora também vai sendo isso tudo, com os seus nichos de espectadores fiéis, com as suas estreias com e sem público, com as suas produções sustentadas pelas burocracias político-culturais, trocando os grandes auditórios (CCB, Culturgest, Maria Matos, etc) pelas mini-salas e pelo uso dos palcos como lugar para a audiência selecta, os íntimos. Poucos mas bons: é o melhor dos mundos. Claro que um livro sobre teatro não pode ter uma "recepção pública" se o teatro também já não tem. É a vanguarda, srs.

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