Sábado, 10 de Abril de 2010

OFERECER CARTAZES: BOA IDEIA

Na imagem alguns  dos cartazes oferecidos ao MADEIRA LUIS a que se refere  post anterior  . (No que nos  diz respeito, parte   deles trazem-nos à memória  dias «tão cheios»! quase de filme). No e-mail que nos enviou o Madeira acrescenta algumas notas que merecem aqui registo  - mais que não seja ganha-se tempo para outras conversas nos encontros presenciais  ou para tornar algumas mais condimentadas:   

 

«- Aqui te envio parte de um pequeno "menu" (...) referente a um dos últimos núcleos que vão integrar a colecção de cartazes que reuni, durante mais de quarenta anos, e de que não consigo livrar-me (ou não quero livrar-me), embora já estejam realizados, ou em vias de tal, os principais objectivos que me guiaram nessa tarefa: a preservação de um património importante que, quando comecei, só muito debilmente se encontrava recolhido, e isto apesar da exigência do Depósito Legal e, por outro lado, o início de um sistema de acessibilidade que permitirá a concretização das múltiplas valências do seu uso.

 - O termo "menu" resulta da minha tendência, nos últimos anos, em assemelhar muitos dos processos mentais ou emocionais, à cozinha, ou mais propriamente, aos vários paradigmas de refeição (a espanhola como uma sequência de alimentos simples, a chinesa com um conjunto de iguarias opcionais, a francesa com uma série ordenada de "pratos" mais ou menos elaborados...).

 De certo modo, também eu busco, para as minhas acções, contextos objectivos e subjectivos que, neste caso, são: a tua insistência em trazer ao blog notícias da colecção; a escrita "condimentada" do Esau Dinis (ver o post anterior) e, da minha parte, o acesso a alguns instrumentos para satisfazer esta tendência pessoal. Espero que tudo isto possa ser de alguma utilidade.

  - Por agora limito-me a seleccionar, dentro do conjunto de cerca de cento e trinta cartazes oferecidos, aqueles que, imediatamente, me apercebo virem colmatar lacunas importantes da colecção por mim entregue à Universidade de Aveiro ou ilustrem algumas das peripécias referidas. De qualquer modo, não podemos saber a importância que o tempo ou as circunstâncias darão aos outros, incluindo os dois únicos que já têm um duplicado na colecção da Universidade de Aveiro. Garantidos ficaram o empenho, a criatividade e a generosidade dos recoletores e, por isso, devemos ficar todos agradecidos.

 

P.S. -  Já depois de escrever este texto cruzei-me, durante um encontro de animadores, em Aveiro, (para discutir o Estatuto Profissional desta actividade), com vários "actores" da história descrita pelo Esau. Fiquei a conhecer outras peripécias no contributo para o enriquecimento da colecção de cartazes a que se liga o meu nome. Talvez venha a falar delas e de outras, se houver "contexto" para isso.

 

Ó Madeira! manda «estórias»,  cá estou, usando palavras tuas, para te editar, e se não houver contexto cria-se. Por agora ainda temos espaço na web, mas se calhar qualquer dia vão pedir-nos para nos contermos e deixarmos de pensar que esta coisa do ciberespaço é infinita. É que  há custos,  há custos. Mas enquanto o pau vai-e-vem, aproveitemos: divertimo-nos e talvez possa ser útil a alguém. Tenho uma jovem amiga que já diz à mãe: deixa-me ir à internet ler as histórias da Maria Augusta e dos amigos ... E  recebo e-mails a lembrarem que prometemos falar de um assunto qualquer e que ainda não o fizemos ... E um doutorando encontrou em alguns dos posts inspiração para a sua investigação ... No nosso diletantismo (penso que qualquer blogue o é em certa medida)  acabamos por ter sentido, e  eu que ambiciono ser «diletante profissional» estou no meu elemento. Meu Deus, o que uma pessoa escreve, já deve ser efeito do sol.

 

publicado por MAF às 12:46
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