imagens relacionadas com algumas das notas do Madeira Luis
Sou obrigada a detectar que nestes dias conturbados em que parece tudo estar a correr mal muitos, deliberadadmente ou não, são levados a evidenciar o que de bom vai acontecendo. Penso que o Madeira Luís está nesse clube. Vejam:
Maria Augusta
As últimas semanas de Abril, em Aveiro, foram relativamente férteis em actividades culturais: uma série de performances, painéis, exposições ou ateliers, sob o tema “Silêncio”, organizada por uma pequena associação – Oficinas Sem Mestre – em vários espaços da cidade; uma tertúlia para discussão dos vários problemas relacionados com a Ria de Aveiro – património fundamental da Região e do País – promovida pela Fábrica de Ciência Viva e com a presença dos agentes (políticos, económicos, científicos) que com mais evidência se relacionam com esse património; a apresentação de um volume editado pela Universidade de Aveiro para comemorar o 5º centenário do nascimento do humanista Fernando Oliveira, provavelmente nascido em Aveiro e, até agora, praticamente desconhecido.
Se me limito a referir estes acontecimentos é porque deles fica eventualmente, algum rastro ainda possível de seguir pelo leitor deste texto: entre outros, três fabulosos registos fílmicos apresentados no evento sobre o silêncio (“Dundo – memória colonial”, de Diana Andringa, “Cruzeiro Seixas: o vício da liberdade”, de Alberto Serra e uma montagem com imagens da erupção do vulcão dos Capelinhos, nos Açores, em 1957/58, a partir do registo do Professor Frederico Machado); Actas do encontro sobre a Ria de Aveiro, em poder da Universidade de Aveiro; volume de homenagem a Fernando Oliveira
Mais do que analisar cada umas das escolhas, limito-me a uma curta nota sobre elas e espero que os leitores se sintam desafiados.
Dos três filmes direi: do primeiro que ele aclara bem os difíceis trilhos da ambiguidade entre consciência e estatuto de colonizador (e talvez também de alguns colonizados), do segundo que os trilhos, ou melhor, complexos, são agora o da coerência de um projecto criador e do terceiro que à acção da Natureza, ao contrário da do Homem, se nos impõe com a Beleza do inevitável, do arquétipo, para lá do Bem e do Mal, que daí advêm para a nossa espécie.
Dos dois encontros, além da óbvia importância que resulta do seu simples enunciado, vale a pena destacar o empenhamento por parte da Universidade de Aveiro e a presença destacada do seu novo Reitor, confirmando a ênfase dada às relações com o exterior, no seu programa eleitoral.
Felizmente, os inícios de Maio, em Lisboa, prolongaram este meu “estado de graça”, mas disso espero dar conta noutro momento com uma excepção: o anúncio do Colóquio Turismo Industrial: Cultura e Património, da iniciativa da ESHTE, a realizar no dia 20 de Maio, no Estoril, e que vem ao encontro de muitas das minhas utopias.
Entretanto, pode ver o Programa do Colóquio aqui.
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