Domingo, 4 de Julho de 2010

ARTES E EDUCAÇÃO

 

 

 

«Second World Conference on Arts Education»

 

Desde que teve lugar que pensava referir-me aqui à Conferência Mundial da Educação Artística que se realizou de 25 a 29 de Maio último em Seul. Mas foi passando. Agora, um artigo de José Sasportes publicado no último Jornal de Letras, 30 de Junho de 2010, voltou a alertar-me para o assunto. Foi a segunda conferência, a primeira tinha sido em Lisboa, em 2006. E tenho a tarefa facilitada, vou transcrever algumas passagens do  trabalho de Sasportes, que com o conhecimento e informação de que disponho sobre a matéria, certamente limitados, acho importante sublinhar:

 

- «Os temas discutidos nestes quatro dias foram os mais variados mas as conclusões finais apontam todas para a continuada necessidade do reforço do papel da educação artística na formação de crianças e adolescentes com a correspondente exigência de qualidade, que deverá ser assegurada por uma melhor formação dos professores, garantindo a eficácia da educação artística dentro e fora da escola, e ao longo da vida. O tema da qualidade do ensino qualitativo ao reclamar a plena integração da educação artística a todos os niveis de escolaridade, deixando de tolerar que fosse vista como simples complementaridade ou opção».

 

- «Em Portugal, na sequência da I Conferência, o Ministério da Educação promoveu uma Conferência Nacional, mas agora como ontem continua por estruturar uma reformulação global do ensino que consinta a concretização de quanto já legislado no sentido do acesso generalizado à educação artística».

 

- «A seu tempo, a Escola Piloto para a Formação de Professores de Educação pela Arte ofereceu um modelo útil, desgraçadamente desaproveitado, de tal forma que se está praticamente no mesmo ponto de partida de há 40 anos, sem que apareçam no terreno iniciativas fortes para resolver a evidente carência de professores habilitados segundo as exigências de máxima qualidade, que outra não se pode propor».

 

O alerta para esta matéria, nos dias agitados que estamos a viver por via do corte dos 10% nos apoios do MC (só isto é bem evidente da fragilidade do sector, apenas 10% e vejam-se as consequências), vem mesmo a propósito: pela nossa parte não temos dúvidas, qualquer que seja o modelo pelo lado do Ministério da Educação, e qualquer que seja a sua prática, exige que no terreno haja uma oferta cultural diversificada, de espectáculos a exposições, fisando-se o que acontece «ao vivo», e este é o terreno do Ministério da Cultura. E se isto falha ... e se isto não é «permanente, continuado, e sistemático» ... continuaremos onde nos encontramos.  Há o que cada Ministério tem de assegurar e há depois o que devem garantir em conjunto, e tudo tem de acontecer ao mesmo tempo. E nisto há complexidade, e o pior de tudo é dizer que não há: trabalhar em conjunto com sucesso exige empenho e profissionalismo. E não se pode perder de vista, existe quem, valorizando o ensino artístico, defende que o Ministério da Cultura não é necessário, o mercado que garanta a oferta, (claro, alguns deles irão onde quer que seja que os espectáculos e equivalentes aconteçam, no País ou no estrangeiro, sem qualquer dificuldade), e isto é preciso ser desmontado. Aqui fica o meu contributo.  

 

 

publicado por MAF às 11:52
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