Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

ACTOR

 

 

Mário Barradas e Rogério Bruno em «Auto da Natural Invenção», de António Ribeiro Chiado. Encenação de Gil Salgueiro Nave e cenografia e figurinos de José Carlos Faria. CENDREV.

Teatro Garcia de Resende. Évora. 1996. Fotografia de  Álvaro Corte-Real

 

Foram muitos os que no recente desaparecimento de Mário Barradas se referiram à sua dimensão de Actor. O Paulo Carretas reparou na fotografia que acima reproduzimos e que integra a Exposição O QUE É O TEATRO?   do Programa TERRITÓRIO ARTES, o Marcelo Gouveia localizou-a e o Domingos Valido tornou-a publicável. E aqui está.

publicado por MAF às 00:57
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

"Motetes de Polifónicos de Goa para a Semana Santa (sécs. XIX-XX)"

 

 

Especialmente para os que andam deprimidos vejamos como a vida cultural continua a acontecer. Quem diria que vai ter lugar o seguinte:  

 

«No próximo dia 16 (quarta-feira) pelas 18.00h, terá lugar na Casa de Goa o
lançamento do livro e respectivo Cd dos "Motetes de Polifónicos de Goa
para a Semana Santa (sécs. XIX-XX). Recolha, seleção e estudo de Manuel
Morais". (Caleidoscópio/CHAIA-UÉ).

A Casa de Goa situa-se na Calçada do Livramento, 17
1350-188 Alcântara
Lisboa
Telf: +351 213930171
Fax: +351 213930710

 

Saudações musicais,
MM»

Impressiona-me sempre este trabalho persistente a ser feito porque não pode ser de outra forma.

 

publicado por MAF às 23:09
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Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

FADO

publicado por MAF às 20:37
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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

ONDE PÁRA O ESTADO?

 

E por se falar em ESTADO, estou a ler o livro recentemente publicado cuja capa acima reproduzimos - uma obra colectiva - com trabalhos que nos ajudam a compreender estes «Tempos de Crise». E é bom ver que  é das EDIÇÕES NELSON DE MATOS - editor que desde há muito respeitamos. Saiba mais aqui

 

publicado por MAF às 22:29
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COM 2064 ANOS

Foi a Judite Matias que nos enviou isto:

  

 De entre os comentários possíveis ocorreu-me notar: há 2064 anos também não estava definido e clarificado qual devia ser O SERVIÇO PÚBLICO a garantir pelo ESTADO. E quem seriam os que viviam por conta pública? Querem  ver que  eram os «artistas subsidiodependentes» da época! Como eu não aceito a figura para os dias de hoje,  preciso de me esclarecer para não estar aqui a divulgar «ideias feitas» que nem a antiguidade  legitima. Mas a Judite certamente vai tratar disso e colmatar a minha ignorância

publicado por MAF às 21:15
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

OS AGRADECIMENTOS DO MADEIRA LUIZ

 

Maria Augusta,

 

As tarefas de que tive de me encarregar no passado mês de Novembro – nomeadamente as de colaborar na apresentação, no dia 12 de Novembro, na Universidade de Aveiro, do meu património na área do vidro, aos participantes do  “ICOM GLASS CONFERENCE”, que pela primeira vez se realizou no nosso País e, depois, na preparação para participar, no dia 21, num workshop sobre o trabalho de prospecção que finalmente se desenvolveu na Quinta do Covo em Oliveira de Azeméis, que é o mais antigo centro de produção de vidro que se conhece no nosso País – impediram-me de agradecer, em devido tempo, as mensagens que me foram endereçadas através do teu (nosso) blog, por altura da homenagem que os organizadores do I CONGRESSO INTERNACIONAL DE ANIMAÇÃO SOCIOCULTURAL NA TERCEIRA IDADE, realizada em Chaves, resolveram fazer-me ali.

 Julgo que a melhor maneira para exprimir a minha gratidão aos autores dessas mensagens é a dos englobar nos destinatários do texto que nesse Congresso li, e que por isso te envio em anexo.

 Junto ainda o primeiro anúncio, para um outro Congresso que a Associação “Intervenção”, que organizou este, prevê para Novembro de 2010.

 Se se efectuar na data prevista será uma boa altura para relembrarmos o Mário Barradas,  um ano depois da sua morte física, e o papel que desempenhou e propôs para esse “Estado do Teatro em Portugal”

 Até Breve

Madeira Luís

A MINHA INTERVENÇÃO NO CONGRESSO

 

Caros Companheiros e Amigos,

 

          Em primeiro lugar, cumpre-me agradecer esta simpática decisão, bem mais calorosa de qualquer facebook (que todavia me poderia ajudar a pôr mais em ordem a minha agenda de contactos sempre tão precária).

Mas tenho de dizer outra coisa. Parafraseando Ernest Hemingway no seu livro “Por quem os sinos dobram”, direi que também quando eles repicam alegremente, não vale a pena perguntar por quem eles repicam. Eles repicam por cada um de nós, porque, como ele dizia, o Homem não é uma ilha, mas um continente.

E isto é ainda mais verdade para quem passou por esse modo de vida grupal que é a Animação. Em todas as coisas que o meu curriculum me atribui, nunca estive só, e também os que estavam mais próximos não estavam sós, e assim sucessivamente, como o eco dos sinos quer repiquem, quer dobrem.

 Por outro lado e aproveitando a excelente ocasião, gostaria também de fazer um desafio que certamente já não verei concretizado, mas em que quereria dar alguns passos, com aqueles que se sentirem desafiados.

No final dos anos 70, talvez numa reunião preparatória do II Encontro de Associações de Animadores Culturais, quando buscávamos, mais uma vez, uma “definição” para o conceito de animação, acabámos por admitir que ela era qualquer coisa entre a Arte e Politica. E a verdade é que os primeiros animadores, com esse nome, terão sido os animadores de teatro da FNAT; mas, por outro lado, muitos outros, depois do 25 de Abril, se empenharam em áreas como a massificação do desporto, a defesa do Património ou o equilíbrio ambiental, antecipando, corrigindo ou ampliando, com os seus grupos ou associações, as politicas nacionais ou locais, para essas áreas.

Estas contribuições para a democratização da res publica, mesmo que relativamente eficazes em alguns casos, mostram-se mais que insuficientes num mundo em que a maioria dos países constinuam a ser ditaduras, e mesmo no chamado mundo ocidental, o grosso das decisões politicas são tomadas sem uma participação dos cidadãos que ultrapasse o mero voto num qualquer programa avaliado, em boa parte, pela empatia com os lideres, ou pela promessa de resolução de problemas graves cujos contextos mal conhecemos.

O desafio consiste em empenhar a Animação na mudança desta realidade, começando por pequenos passos. Talvez a animação das Administrações dos prédios em regime de propriedade horizontal, ou seguindo o passo dos poucos animadores de bairros, ou ainda forçando a conciência geral da necessiade de Animação nas Escolas, pelo menos nos tempos livres, ou em aulas de substituição, ou mesmo na participação do planeamento local... E tudo isto, sem nunca esquecer que animar não é organizar actividades, mas ajudar, de um modo não directivo, à participação naquelas em que as comunidades, grandes ou pequenas, sentem que lhes dizem respeito.

Os animadores envolvidos terão de ir criando, para lá dos principios deontológicos comuns à profissão, outros mais específicos desta outra àrea, e isso só se consegue com critica e auto-critica, com intercomunicação, com avaliação e com formação recorrente.

Talvez um dia possamos chegar à conclusão que, se as decisões na àrea política são tomadas em grande parte por pessoas que não actuam como especialistas numa àrea específica, só lhes resta uma de duas coisa s: o risco da criação individual ou a prática da animação.

 

 

publicado por MAF às 14:21
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Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

«CADA UMA A SEU MODO»

 

No domingo passado, à tarde, fui ver a Bicicleta de Faulkner, pela Companhia de Teatro a BARRACA , no TEATRO CINEARTE. Fui com amigos (contrariamente ao que me acontece com o cinema, onde me é indiferente, ao Teatro gosto especialmente de ir em Grupo) e alguns deles há muito «que não iam ver a Céu». Desde logo a recomendação: vão ver!  espectáculo belo, digno, onde está presente a doença de  Alzheimer mas a peça está  muito para além disso, embora isso e pela delicadeza com que é tratado já merecesse uma ida ao teatro. Permanentemente está, isso sim, Faulkner - e eu adoro Faulkner. E é bom ver que   uma nova geração de criadores e actores  se impõe. Mas o que acabo de escrever  é registado por mim enquanto público, espectadora, que  não passa sem Teatro. Ao sabor da emoção.

Mas sempre que vou ver um espectáculo há outro registo que é accionado em mim relacionado com a circunstância de profissionalmente estar  ligada ao sector. Com frequência os meus amigos em tom irónico comentam: lá estás tu a trabalhar. No domingo não foi diferente. Então, algumas notas:

 

- Registo o espanto ao verem a sala praticamente cheia e com espectadores que não são habituais. Digamos, gente gente, pessoas comuns.Dei uma explicação, é que a Maria do Céu Guerra trabalha muito com as Freguesias;

 

- Aquele equipamento - o Teatro Cinearte - e o sítio,  não passam despercebidos,  e as possibilidades que oferecem para se incrementarem as actividades. Pois é, mas sempre lhes foi adiantando que para isso é preciso mais dinheiro e possivelmente articulações mais buriladas entre a Autarquia e o Ministério da Cultura.

 

- E também têm Programa. É verdade, a BARRACA mesmo nos tempos mais difíceis sempre produziu materiais que nos ajudam a ver a peça e a levá-la connosco.

 

Mas para além do que se foi passando em diálogo entre o Grupo, uma vez mais, quase sempre me acontece quando vou à BARRACA,  lembrei-me, para mim,  de uma disposição do Despacho Normativo   n.º 43/96  de 23 de Outubro que Aprova o Regulamento de Apoios à Actividade Teatral de iniciativa não Governamental (claro que há muito revogado) onde está escrito:

 

CAPÍTULO II

Companhias Convencionadas

 

Artigo 3.º

 

As companhias que, há 15 anos ou mais desenvolvam

uma actividade regular e sistemática, sem lapsos de con-

tinuidade, com reconhecida vida cultural e artística, e

que contribuiram, cada uma a seu modo, para satisfação

e alargamento dos públicos respectivos, e por aí, para

a própria sobrevivência do teatro português, poderão

ser convidadas a estabelecer protocolos de actividades

com o IPAE, com o estatuto de companhias convencionadas.

 

Logo no Diploma se fixou que para o triénio de 1997 a 1999 as companhias eram: Companhia de Teatro de Almada, A Barraca, O Bando, Centro Dramático de Évora, Comuna, Teatro da Cornucópia, Novo Grupo, Seiva Trupe, Teatro de Animação de Setúbal, Teatro Experimental de Cascais.

 

Olhando para o conjunto e  para a sua diversidade percebe-se melhor  o «cada uma a seu modo» - há expressões muito felizes!  (e estou à vontade para o assinalar porque embora tenha participado na elaboração do Diploma não sou a autora).

  

 A BARRACA tinha o seu modo e continua a ter,   e aqui está  o VALOR  sob ópticas muito diversas. 

publicado por MAF às 21:21
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