Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

«No place like - 4 houses, 4 films»

 

 

 

E aqui está um bom programa onde se chega de maneira fácil (é verdade isto também conta, e na circunstância metro à porta).

publicado por MAF às 12:37
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

«MALANGATANA NOS JERÓNIMOS» E A PARTIR DE AMANHÃ EM MATALANE

  

 

Malangatana e as suas pinturas, 1959-61?, no pátio da casa de Pancho Guedes, onde tinha à data o seu atelier (Foto Arquivo Pancho Guedes)

 

Procurei e achei, «Malangatana nos Jerónimos» por Alexandre Pomar:

 

«Foi um acto de grande significado político a homenagem prestada pelo Governo português a Malangatana, e em especial a escolha do lugar onde ela teve lugar, o refeitório do Mosteiro dos Jerónimos. Para além de grande pintor, que é seguramente o maior pintor africano, a figura de Malangatana tem uma notoriedade única no seu país, que atravessou os diferentes regimes com uma comunicabilidade, com uma capacidade de identificação com o seu povo, com uma presença emblemática largamente reconhecida dentro e fora de fronteiras, que não tiveram outros nomes da cultura ou da política. A criação de imagens tem poderes únicos.

Desaparecidos os grandes dirigentes nacionais, Mondlane e Machel, Malangatana representou muito mais do que a sua obra de pintor, mas mantendo com esta, ao longo de cinco décadas, as promessas que marcaram a sua fulgurante revelação no início dos anos 60. A sua obra e a sua divulgação internacional participaram da euforia da década das independências, mesmo se Moçambique iria ter uma longa guerra de libertação, uma problemática revolução e uma cruel guerra civil no seu difícil futuro. Essa energia inicial de Malangatana reafirmou-se até ao fim, o que é muito raro.

Associando-se à dimensão política e de Estado que tem a morte de Malangatana, a par da dimensão artística que lhe serve de base, os Ministérios da Cultura e dos Negócios Estrangeiros de Portugal assumiram a responsabilidade de valorizar a longa ligação do pintor a Portugal (em todas as suas dimensões, melhores e piores, incluindo a prisão pela PIDE em 1964-65) e, com ela, a importância estratégica dessa decisão para o futuro da relação entre os países, e entre culturas e populações que têm fortes histórias comuns». Mais Aqui. De onde «roubei» a foto acima.

 E no momento em que faço este post já é Sexta-feira em Moçambique e o funeral do «filho de Matalane» é noticiado, por exemplo, assim.

E para o pessoal aqui do Grupo Versalhes, e não só, que frequentemente pergunta pelo Alexandre Pomar, vamos deixar o seu endereço aqui ao lado, em «Escrevem sobre Artes». 

  

publicado por MAF às 22:29
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

LISA SANTOS SILVA

 

 

Lisa Santos Silva tem amigos no Grupo Versalhes. Amizades que  vêm de longe, para muitos do tempo em que  a Lisa esteve na então Direcção Geral da Acção Cultural. Mas depois foi para Paris. E é em Paris no Centro Cultural Calouste Gulbenkian que vai ter lugar a sua exposição Are you ready Lola? 

«Dezoito óleos sobre linho remetem-nos para um tempo antigo - técnica, cores, iconografia, títulos -, mas profundamente contemporâneos no modo como desestabilizam quem os olha e como se impõem como presenças absolutas e únicas. São retratos intemporais, intrigantes  e sedutores (...). A exposição mostra estes retratos-corpos-presenças, mas também paisagens intituladas Adieu les Colonies (...)». Vai de 26 de Janeiro a 8 de Abril. Saiba mais aqui. E, naturalmente, estamos satisfeitos por mais esta exposição da Lisa. E, a nosso ver,  quem for a Paris tem aqui destino obrigatório:  para além da pessoa conhecemos a obra, e gostamos. Muito. 

 

publicado por MAF às 22:24
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QUE VIVA CUBA!

Mas, é claro, com todo este burburinho que a crise traz uma pessoa vai com mais regularidade ver as «últimas». E hoje a impaciência era saber sobre a taxa da ida ao mercado na esfera da dívida pública.( E como é que tudo isto se repercutirá na produtividade?). O medo toma conta de nós. E o papel dos políticos seria criarem-nos alguma tranquilidade, sem com isso querermos dizer que nos tratem como idiotas ou nos escondam os problemas. E é por isso que reparo nesta passagem do «O SÉCULO XX ESQUECIDO - Lugares e memórias» de Tony Judt,  que ando a ler:   E talvez, acima de tudo, medo de que não sejamos só nós que já não conseguimos moldar as nossas vidas, mas que também as autoridades tenham perdido o controlo, para forças fora do seu alcance. 

Mas no meio desta inquietação eis que aparecem perantes os nossos olhos coisas boas: 

 Cuba anuncia vacina contra cancro do pulmão. A notícia no DN.

 E ainda sobre Cuba outra noticia, desta vez lida no Expresso online:

Cuba lidera o grupo de dez países emergentes com maior índice de desenvolvimento social, conclui um estudo feito por uma equipa de investigadores da ONU com base nos resultados do Relatório do Índice do Desenvolvimento Humano 2010 , divulgado em novembro do ano passado.

e destacamos ainda:Mesmo durante um período "marcado por carências económicas bem conhecidas, os indicadores sociais cubanos continuaram a melhorar, com a esperança de vida da população a aumentar dois anos e a escolaridade esperada a aumentar cinco anos", refere o estudo

Mas  há quem não queira que tenhamos um segundo sequer de satisfação. De facto, quando as noticias divulgavam o «sucesso» do leilão da dívida pública de hoje, logo houve quem adiantasse:"É preciso saber de onde vem a procura", diz Cavaco em relação aos juros da dívida

Confira aqui

E como uma pessoa não é de ferro, e como temos de saber viver em GLOBALIZAÇÃO, para o bem e para o mal, que Viva Cuba! As preocupações com a divida pública seguem dentro de segundos. E para o INTERVALO:

   

publicado por MAF às 22:11
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

AINDA O POST ANTERIOR, OU SEJA, O BPN

Esta a ser penoso, neste preciso momento, ouvir Marcelo Rebelo de Sousa falar sobre o BPN no seu monólogo de Domingo na televisão. Repete e volta a repetir: não há crime, não há favorecimento; ... Felizmente que acabo de ler a crónica de Miguel Sousa Tavares no Expresso (edição impressa) desta semana - não perca. E apetece dizer: senhor Professor, tenha respeito pela inteligência dos telespectadores. E recomenda-se, se ainda não o  fez:  veja a entrevista de D.Carlos Azevedo. E não estreite o que está em causa.

publicado por MAF às 21:11
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«PERDEM TODO O SENTIDO DO BEM COMUM»

A entrevista a D. CARLOS AZEVEDO na SIC NOTÍCIAS na sexta-feira passada, dia 7, que pode ver no vídeo acima fixado, dá-nos uma leitura do caso BPN que vale por um bom conjunto do que têm proclamado muitos políticos ditos profissionais. Podemos ouvir expressões como: «este modelo de economia está posto em causa»; «cegueira do lucro»; «perdem todo o sentido do bem comum» ... Ou seja, - e isso não me sai da cabeça quando se diz que tudo o que o candidato Cavaco Silva fez quanto às «acções BPN» é legal - para além da legalidade, o que estará em causa nestas transações financeiras é a adesão a modelos económicos que nos levam aonde nos encontramos. E no caso em concreto da entrevista, todos nós estamos agora a ser prejudicados e no passado só alguns foram beneficiados. E há pessoas que não têm «medo do pecado» ... 

publicado por MAF às 12:59
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

RELATÓRIO DE ECONOMIA CRIATIVA DE 2010

Encontra-se já disponível  o Relatório de Economia Criativa de 2010, publicado pelo PNUD e pela UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento). Interessante a análise feita sobre o Brasil, aqui. Voltaremos a ele quando o estudarmos.  

publicado por MAF às 15:45
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

«E TODA A GENTE JÁ SE HABITUOU A ISSO»

 

 

 Da comunicação social de ontem e de hoje retive algumas passagens provenientes  de uma diversidade de trabalhos jornalísticos:

 - D TIME OUT Porto - «Qualquer início de rentrée, em Setembro, ou início de ano civil, em Janeiro, é sempre uma vaga incógnita quando se trata de artes cénicas e performativas. Primeiro, porque o segredo é a alma do negócio e as companhias não gostam muito de revelar o que é que andam a congeminar. Depois, porque há toda a questão complicadíssima dos apoios financeiros, dos concursos da Direcção-Geral das Artes, dos subsídios das autarquias, etc. O dinheiro pretendido nem sempre aparece, ou muitas vezes só surge à última da hora. Todos os anos é a mesma coisa, todos os anos piora, e toda a gente já se habituou a isso».

- DN - «Os sociais-democratas estiveram reunidos durante três horas com agentes culturais no Parlamento para tirarem o pulso ao sector e conquistarem aliados. Saíram com críticas ao Governo e a promessa de que consigo a cultura será "acarinhada".  
O que temos é um ministério da Cultura fantasma e um Governo que tem uma política errada e que o que diz nunca faz", acusou a vice-presidente Nilza Sena. O PSD denunciou o desinvestimento do PS na cultura e prometem que vão romper com a velha ideia do parente pobre. "O PSD acredita que a indústria criativa traz retomo e valor acrescentado. Nós não vemos a cultura como uma despesa, mas como um investimento importante para sairmos da crise", acrescentou a vice. O encontro juntou figuras como Paolo Pinamonti, ex-director do São Carlos, e Ricardo Pais, um vulto do teatro que esteve nos Estados Gerais de António Guterres.  
 - «i» - PSD critica desinvestimento na Cultura  
 LISBOA O PSD criticou ontem o "desinvestimento do governo" na Cultura, uma área que considera ser "capital para sair do contexto de crise". "Em síntese, temos um Ministério da Cultura fantasma", disse a vice-presidente do partido, Nilza Mouzinho de Sena.   O grupo parlamentar esteve reunido com uma dezena de agentes culturais.  
 - E há notícia também  no Público ; e
 na RR; e outra vez na RR. E desta última: «Paulo Ribeiro diz que, caso o Ministério da Cultura desapareça, Portugal voltará a ter “uma secretaria de Estado da Cultura, do Desporto e do Turismo, uma coisa assim do género, à terceiro mundista”». 

 E com facilidade apetetece fazer algumas observações:

«O segredo é a alma do negócio» - não sei se a coisa se aplica aqui. Com antecedência devem ser anunciadas as Programações. Ora, se estamos em Janeiro e não sabemos o que poderemos ver neste ano da Graça de 2011, algo está errado.  Mas não é isso que se passa, por exemplo, com Companhias de Teatro que em situações de extrema dificuldade conseguem manter uma dignidade e profissionalismo de se tirar o chapéu. Ilustração: acabo de receber um convite para estar presente na apresentação da Temporada (melhor, no lançamento da Programação) da Companhia de Teatro de Almada; e uma das noticias é mesmo sobre a apresentação da Temporada por Paulo Ribeiro; e é fazer uma ronda por  muitos mais agentes ...e ver como estão a reagir. Mas é óbvio que o não saber-se com o que se pode contar complica tudo, e se de repente (e sublinho o repente) ainda há cortes, o dinheiro que é pouco ainda se torna menor.

-«não vemos a cultura como uma despeas, mas como um investimento» - recordo sempre os comentários do Professor Rogério Fernandes Ferreira perante esta frase tão grandiloquente. Percebemos o que se quer dizer, mas ... para haver investimento tem de haver despesa - despesa de investimento.

- E claro que me lembro do estado em que o PSD deixou a Cultura em 1995 ao então  PS que lhe sucedeu no Governo.

- E fico sempre «com os cabelos em pé» quando vejo a abordagem da cultura, em primeiro lugar, pelo lado económico, eu que sou de finanças ... É o valor acrescentado para aqui,  é o retorno para acolá ... E tudo me cheira já a «slogans» sem conteúdo. Oxalá esteja enganada.

- E é isto que está em causa, ou seja, não se dar uma centralidade à cultura, e nisto a existência de um Ministério é importante,para lá da simbologia. Ver a importância da Cultura como um valor em si mesma, e não apenas porque contribui para o turismo, e para o emprego,  e para que os adeptos do desporto tenham alternativas de ocupação nos intervalos dos jogos (isto para alinhar no raciocínio de Paulo Ribeiro). E há Paises do «Terceiro Mundo» que têm Ministério da Cultura e do «primeiro» em que a Cultura tem «companheiros» ...  

Mas para concluir, para além daquelas ideias gerais com quem ninguém pode estar em desacordo, eu clamo agora por medidas concretas. Por exemplo, que alterações foram introduzidas na Assembleia da República no orçamento do Estado para 2011  para a Cultura por iniciativa dos Deputados? Certamente que me vão responder que não conheciam os dossiês, e que ainformação que lhes é proporcionada é insuficiente ... E se calhar até é verdade!  E agora, claro, porque o importante era termos um Orçamento aprovado por causa dos «mercados». Como diz repetidamente uma pessoa aqui do Grupo Versalhes: Santa Paciência! Mas aguardemos os próximos capitulos. E eu ainda resisto, não me habituo ao que não estou de acordo. Até quando?

publicado por MAF às 11:59
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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

MORREU MALANGATANA

Morreu Malangatana, e  no Grupo Versalhes onde tinha amigos estamos  tristes. O ano passado sobre ele dissemos isto. 

publicado por MAF às 12:03
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011

o seu NÃO conta

 

E também o  site do nosso Conselho de Prevenção da Corrupção.

publicado por MAF às 23:06
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