Sala do Teatro Virginia
Fachada doTeatro São Luiz
Recordo de memória e a frase pode não ser exactamente esta mas o sentido é de certeza:
«Perante dois candidatos a um lugar em que um é meu amigo eu escolho o meu amigo».
Isto foi afirmado por um político do nosso País em tempos e, eventualmente, será posição que continua a assumir . E sempre que isto vinha à baila eu acrescentava: «espero que pelo menos ambos sejam igualmente competentes». Mas é evidente que o problema de fundo está muito para além da competência, embora isto já seja um mundo. Lembrei-me desta posição ao ler o seguinte:
«Teatro Virgínia substitui João Aidos por duas responsáveis
“Esta não é uma solução transitória, é uma escolha nossa e penso que vai funcionar”, salientou António Rodrigues.
O autarca referiu ainda que “a porta continua aberta” caso o antigo director João Aidos queira voltar ao cargo. “João Aidos é nosso amigo e a amizade não tem barreiras”, frisou.
(...)»
Pode ver toda a notícia aqui
Por associação de ideias, veio-me ao pensamento que neste momento está a decorrer um concurso para Director Artístico do Teatro São Luiz de Lisboa que tem esta identificação que não deixa de ser curiosa: «Prestação de Serviços de Direcção Artística do São Luiz Teatro Municipal». Mais. Pelo que conheço do processo, neste caso estaremos no limite do que é aconselhável que seja feito em «outsourcing» se é que já não está ultrapassado. Parece-me que estamos a «meio-caminho» entre uma concessão de um serviço e o recrutamento de uma pessoa para um cargo numa Organização com uma estrutura institucionalizada para o que há regras na esfera da gestão dos recursos humanos. Ou será que não é assim? E tentando fazer graça, embora a situação não a suscite muito, certamente que em qualquer cenário a «amizade» não estará nos critérios com que o júri do concurso vai trabalhar. Como este processo se passa na minha Autarquia é óbvio que vou estar particularmente atenta, mas também porque em termos académicos o assunto me interessa por demais.
São apenas dois exemplos mas que mostram o quanto há a fazer na esfera da «Rede de Teatros» que já todos sabemos que não existe mas continua a agir-se como se tal não fosse verdade. E para que se crie tem no mínimo que garantir-se o que temos em Redes que vão funcionamdo, como serão a dos «Museus e as das Bibliotecas» o que passa necessariamente por uma intervenção articulada entre Administração Central e Administração Local. Quanto a «redes» a notícia que está na base deste post também dá algumas pistas que provocam correspondentes perplexidades, no mínimo interrogações. Por exemplo, quando se lê:«A nova programadora do Virgínia foi assistente de João Aidos no Teatro Aveirense, com quem colaborou na criação da rede nacional de teatros e cine-teatros». O que é que isto significa verdadeiramente?
E há também uma passagem que para mim não deixa de ser inquietante, é esta:
«O presidente da câmara salientou ainda que a autarquia está a fazer esforços para reduzir os custos associados ao teatro através da sua integração em redes de teatros nacionais que se candidatam a fundos comunitários. “No próximo ano, grande parte da programação será financiada por estes programas comunitários e penso que o esforço financeiro da autarquia vai diminuir”, disse ainda António Rodrigues». E sem se deixar de reparar no dinamismo da autarquia, a minha questão neste domínio tem um caracter bem mais de fundo que se prende com o espaço da cultura e das artes no QREN. Até hoje não o consigo perceber o que se está arealizar e não alcanço o sentido estratégico que em termos nacionais se está a prosseguir.
Tal como as conversas os pensamentos também são como as cerejas: estou a ouvir na rádio algo sobre o caso «CarlosQueirós» e o seu tipo de contrato com a Federação de Futebol. Parece que também era «uma aquisição de serviços» ...
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