Este artigo de CARLOS VARGAS, publicado no Jornal Público de sexta-feira passada, interessa particularmente ao GRUPO VERSALHES ou não estivesse a maioria ligada ao Ministério da Cultura onde muitos trabalharam e onde alguns ainda trabalham (entendido o Ministério como o conjunto dos organismos que o integram). No artigo estão expressas ideias e relatados factos que podiam ser subscritos por muitos de nós, do Grupo, e que não param de ser objecto das nossas conversas nos Primeiros Domingos - encontro regular «sagrado» - e não só, porque nos andamos sempre a encontrar, a falar pelo telefone, por e-mail, para além desse dia. Quando estamos juntos passamos o tempo a discutir cultura, e muitas das vezes sobre o que se passa no ministério, e disso se queixam os amigos que têm outras ocupações profissionais. Mas vamos ao artigo e a alguns dos seus temas:
- Converge-se facilmente na leitura com que é iniciado: «É frequenete afirmar-se que o consulado Nery/Carrilho à frente do Ministério da Cultura correspondeu a um momento de especial afirmação do tecido cultural português e de um consequente desenvolvimento do Ministério da Cultura. Acontece que Rui Vieira Nery e Manuel Maria Carrilho manifestaram uma invulgar capacidade para ler a realidade cultural do país, e ao mesmo tempo desenhar uma estratégia para o seu apoio, desenvolvimento e promoção, quer no território nacional, quer no estrangeiro, através da administração central do Estado, isto é, de um novo Ministério da Cultura adequado a uma realidade dinâmica mas concreta».
Em jeito de diálogo, apetece adiantar que para isto foi determinante a assunção política da importância da cultura e das artes que estava expressa, por exemplo, no programa do governo na postura do então primeiro ministro, António Guterres, e na própria criação de «Ministério» para a Cultura que desde logo tinha um poder simbólico que se poderia traduzir em «a Cultura em pé de igualdade com os outros sectores». E tudo isto era genuino.
- Testemunhou-se o que se adianta noutro parágrafo: «Com o novíssimo IPAE - Instituto Português das Artes do Espectáculo, desenhou-se uma estratégia para o território nacional e pensou-se a prática cultural como um sistema, próximo do cidadão e de responsabilidades partilhadas com o poder autárquico, sem fazer tábua rasa de um passado próximo forte e em crescimento. Viseu, com o Centro Regional de Artes e Espectáculos, foi muito bom exemplo das possibilidades e da absoluta necessidade de se lançarem pelo pais esses equipamentos e uma rede estratégica de desenvolvimento cultural. Em 1995, com José Ribeiro da Fonte e Mário Barradas, entre outros, Rui Vieira Nery desempoeirou o país cultural e mostrou que o Estado e a administração central podiam fazer a diferença e lançar desafios». De facto, pensava-se de forma sistémica, e trabalhava-se a dois ritmos: o estratégico e o do curto prazo. Nunca se iniciava uma intervenção sem se cuidar do seu sentido estratégico, mas não se estava à espera de grandes documentos muito bem escritos e arrumados em pastas argoladas para se começar a agir. Na acção se ia testando e burilando e só depois institucionalizando quantas das vezes, e tudo, em cada momento, num quadro legal claro.
Se calhar ainda vamos voltar a este artigo, noutra altura.
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